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Os falhanços das marcas merecem ser recordados

A partir de junho, na Suécia, será possível ver museu com 60 produtos que se revelaram um erro de casting.

Marcas como Coca-Cola, BIC, Harley-Davidson, Google ou Lego, têm em comum o facto de serem gigantes mundiais, venderem milhões e fazerem, de algum modo, parte do nosso quotidiano. Sempre que lançam novidades o mercado presta-lhes muita atenção e, regra geral, fazem-lhe as devidas vénias. Mas a verdade é que a partir do próximo dia 7 de junho, estas e outras chancelas fazem parte do Museu do Falhanço. Confuso?

Na realidade, a situação é bem mais simples do que parece e, confesso, que me merece uma forte salva de palmas e me dá vontade de, em breve, ir a correr à cidade de Helsingborg, no sul da Suécia, para conhecer a fundo casos de lançamentos insólitos por parte de marcas que em 90% das vezes fazem tudo certo.

Mas que piada tem saber que, algures no tempo, foi lançada uma máscara de beleza que tira rugas com choques elétricos, uma Coca-Cola com sabor a café ou uma lasanha feita por uma marca de pasta de dentes? Não é pelo falhanço em si, nem por ter gosto em saber que as coisas podem correr mal às grandes empresas. É justamente pelo contrário. É precisamente para lembrar que o erro faz parte da inovação e que um lançamento de um produto ou serviço mal sucedido deve servir mais de aprendizagem do que de vergonha.

Samuel West, o empreendedor responsável pelo Museu do Falhanço, reuniu 60 exemplos que mostram os equívocos de empresas durante o desenvolvimento de novos produtos.

É certo que as marcas só preferem falar dos seus sucessos, mas não será menos verdade que aos empresários e empreendedores que visitarem este espaço será certamente um bálsamo de liberdade e um elixir contra o medo de inovar.


 

1. A Harley Davidson, marca de culto no universo das motos, registou um falhanço quando lançou o perfume “Hot Road”.

 

2. Alguns produtos falharam devido ao seu design pouco atraente. O Nokia N-Gage, um misto de telemóvel e consola de jogos, lançado em 2003, foi um enorme flop.

 

3. O “Twitter Peek” surgiu em 2008, destinado a ser utilizado para "twittar" naquela rede social e não gastar memória do telemóvel. No entanto, o seu ecrã era demasiado pequeno para 140 carecteres e o aparelho não suportava muitas mensagens...

 

4. A câmara digital da Kodak podia ter ajudado a empresa a dominar o mercado. No entanto, em vez de prever que o futuro passava pela partilha online e redes sociais, a aposta da marca foi a impressão em papel e a falência surgiu em 2012.

 

5. Coca-Cola Blak, uma bebida com sabor a café, durou apenas dois anos (de 2006 a 2008).

 

6. Esta máscara lançada em 1999 prometia rejuvenescer a pele com uma série de choques elétricos na face várias vezes por mês.

Créditos Fotos: Samuel West

Marta A.

Acredito que o presente maior que a vida nos traz são as pessoas, as estórias, os desafios, os silêncios, as mudanças e as experiências. Trabalhar na área da Comunicação e acompanhar o que de melhor fazem as pessoas, as empresas, as instituições e as marcas é um dos meus privilégios. Gosto acentuadamente de castanhas, morangos e queijos. De caminhar na praia com pouca gente, de andar de avião à janela e de ler sem  ter horas para parar. E das pessoas. Das pessoas tão especiais com quem tenho o privilégio de me cruzar.

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