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Como gerir o tempo para poder correr

Um exemplo de resoluções a tomar para conciliar vida desportiva com obrigações profissionais e familiares.

Iniciei-me nestas coisas das corridas (é a minha tradução de “running”) em meados de 2011. Inicialmente “a medo”, mas depois de me ambientar tirando enorme prazer do cansaço no final da corrida. Com altos e baixos, meses de alguns quilómetros nas pernas e nas sapatilhas e outros meses de muitos poucos, devido a uma gestão de tempo entre vida pessoal, profissional, académica e desportiva. Não se pode falhar nos compromissos profissionais (não tolero atrasos!) nem nos pessoais, pelo que a vida desportiva é que sofre. Ou seja, nem sempre é fácil.

Tendo nas pernas algumas meias maratonas e uma maratona, este ano tive que tomar novas resoluções! Com um filho ainda pequeno (acho que para nós será sempre pequeno), a frequentar o doutoramento e com alguns projetos profissionais em mãos, o tempo parece escassear. Assim, caso o tempo não o permita, opto por treinos mais curtos, sempre com a ideia de no mínimo fazer 3 treinos semanais. Podemos sempre fazer variações no treino, que são benéficas na performance de corrida: treino de séries, fartlek (não se determina ritmo ou terreno antes da corrida, mas sim improvisando durante a mesma), treinar por tempo (em detrimento de por distância). Ao fim de semana, treino mais longo (caso não haja prova), com início, o mais tardar, às 7h da manhã (de forma a não perder tempo em família: está quase todo a gente a dormir a esta hora). Idealmente, intercalar a corrida com treino de ginásio (sou apologista de que não basta correr). Casa não haja tempo para o ginásio, podemos sempre fazer em casa: experimentem fazer com os mais pequenos... o meu adora!

Provas: uma por mês (não mais que isso) e devidamente selecionadas, culminando na Maratona do Porto, em novembro. Pelo ambiente, pela motivação, acho que isso faz falta. Tenho que realçar que o que disse atrás é o ideal! Nem sempre o consigo, porém o importante é não desmotivar e pensar sempre no que podemos fazer para alterar as coisas. 

Terminando, e em jeito de curiosidade: no material, sou relativamente poupado. Três pares de sapatilhas (compradas em outlet ou online, de duas marcas diferentes), camisolas que oferecem nas provas e mais duas de um projeto de corrida do qual faço parte (SCIRunners), calções e meias da gama média de uma conhecida loja de desporto e um relógio Garmin (Forerrunner 225). E vocês?

Abílio Cardoso Teixeira

Marido. Pai. Amigo. (Também) profissional de saúde e corredor amador. Curioso. Máxima profissional: tudo tem uma explicação. Máxima de vida: tudo tem uma explicação!

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