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A experiência de participar numa meia maratona

Entre a preparação para uma prova e o desenrolar da mesma tudo pode acontecer. Há que estar atento.

Por vezes, quando lemos textos sobre corrida ficamos com a ideia que pode ser relativamente fácil... A minha última prova demonstra que nem tudo é assim tão simples. Esta foi a minha terceira participação na mítica Meia Maratona de Cortegaça, prova entre o mar e a floresta, num percurso, tendencionalmente, plano e, quanto a mim, bastante agradável.

Juntamente com o meu companheiro (e amigo) de corridas, decidi levantar os dorsais na véspera. Chegamos cedo, não esperando muito tempo para o levantamento dos mesmos. Aproveitamos e demos uma volta pelo local de partida/chegada da prova estudando o melhor lugar para estacionamento no dia seguinte (gostamos de deixar o carro relativamente perto e pronto para sair, não tendo de esperar pela abertura da circulação nalgumas vias). Percebemos que deveríamos vir por Esmoriz e estacionar numa das ruas perpendiculares à Avenida da Praia.

Quanto a outros preparativos de véspera para a Meia Maratona: beber água q.b.!



No próprio dia, as etapas percorridas foram as seguintes:
7h30: hora de acordar! E mal o despertador toca, primeiro pensamento: que raio de ideia de acordar a esta hora num dia de folga!
8h00: pequeno-almoço, não fugindo ao habitual: iogurte com mistura de frutos secos (à venda numa conhecida superfície comercial), pão com manteiga de amendoim e uma banana.
8h40: a sair de casa.
9h25: estacionámos o carro, no sítio idealizado no dia anterior. De seguida fomos tomar o habitual café pré-prova e aproveitamos para passear um pouco (este é o nosso aquecimento. Ups! Erro: não fizemos o devido aquecimento pré-prova...)
9h55: pareceu-nos haver mais inscritos do que nas edições anteriores. O que se confirmou: 2100 participantes, segundo dados da organização.
10h00: início da prova. Tentei manter um ritmo perto dos 5:15min/km, para depois, na segunda metade da prova baixar para os 5:00min/km.

– Aos 4 km comecei a notar que algo não estava bem, devido a uma má escolha! Conselho: nunca levar umas sapatilhas que ainda estão em fase de “rodagem”: Claro que ao fim de poucos km comecei a notar que iria ter flictenas (bolhas) na região plantar do pé, sentindo um desconforto (psicológico?) em cada passada, na perna esquerda. Começou, nesta altura, a cabeça a divagar!

– Na passagem dos 10km ia com 52:37min., indo a cumprir com os objetivos inicialmente propostos. Mas a cabeça continuava a divagar... e eu a tentar lutar contra ela, pois sabia que isso seria prejudicial.

– Dos 13 aos 15km baixei para 5:30min/km... e foi o descalabro! Ainda tentei arranjar formas alternativas de motivação. Incentivei um companheiro (que já tinha uns anos disto!) a recomeçar a correr e ainda fomos durante algumas centenas de metros... até que ele disse: “vai tu, que estás bem! Eu fico por aqui”. Automaticamente respondi: “quando a cabeça manda... está tudo perdido!”. Mas lá continuei, francamente em quebra, tendo ainda feito os últimos 1100 metros em 5:20 minutos! Claro que o tempo ficou muito aquém do melhor... e das expectativas para a prova! Mas agora... bola para a frente, porque na chegada estão à minha espera a minha magnífica esposa e o nosso pequenino fantástico e um casal amigo, Portanto... o fim é sempre gratificante!



12h10: entre tirar o chip da sapatilha (francamente a parte que mais me aborrece), e conseguirmos sair da “área dos atletas”, demorámos uns bons 15 minutos, para termos a medalha, uma maçã, uma garrafa de água e um copo de sumo.

Em suma, o início, junto à Praia de Cortegaça, é bastante interessante assim como o posterior embrenhar na floresta, sempre com bastantes pinheiros de ambos os lados e “cheiro a natureza”. Apesar do percurso ser tendencionalmente plano, tem pequenas subidas e descidas constantes, que no meu caso, deixaram mazelas.

A nível pessoal, o falhar do objetivo inicialmente traçado, a meu ver, poderá estar relacionado com: poucos treinos nos últimos tempos, má escolha do calçado (admito ter estado em dúvida na véspera da prova), mau planeamento da prova (tendo em conta a qualidade/quantidade de treinos) e entusiasmo prévio à prova (falávamos no início do cansaço acumulado e que não temos tido o mesmo entusiasmo que em provas anteriores). Mas claro... tudo isto é passível de ser resolvido. Porque em junho temos a Meia Maratona da Figueira da Foz e a Meia Maratona de Gondomar!

Bons treinos!

Créditos Foto Principal: João Vitor Pinto

Abílio Cardoso Teixeira

Marido. Pai. Amigo. (Também) profissional de saúde e corredor amador. Curioso. Máxima profissional: tudo tem uma explicação. Máxima de vida: tudo tem uma explicação!

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